AFIM DE CAÇAR FANÁTICOS POR JESUS COM NICOLAS CAGE?

Nome: Mandy
Ano: 2018

Sinopse: Em algum lugar, no deserto primitivo perto das Montanhas das Sombras, no ano de 1983, Red Miller (Nicolas Cage) e sua esposa Mandy (Andrea Riseborough) vivem uma vida tranquila. Depois que uma seita religiosa invade o local e mata o amor de sua vida, Red vive apenas por uma coisa: caçar esses maníacos e exigir vingança.

Resenha: Sabe esses filmes B dos anos oitenta que vinte ou trinta anos depois acabam virando cult e todo mundo ama? Pois bem, Mandy é um desses. Um terrorzão B oitentista que não deixa devendo nada para quem ama esse tipo de filme, e para quem não ama também, porque é uma belíssima homenagem.

O filme é dividido em três partes.

Na primeira, somos apresentados ao casal, que vive tranquilamente em uma cabana, num local quase abandonado.

Na segunda, somos apresentados a uma seita religiosa(?), que junto de um bando de motoqueiros completamente insanos, sequestram e matam a esposa de Red, Mandy, ateando fogo nela; isso bem na frente dele, que está amarrado e amordaçado com arame farpado, forçado a assistir tudo.

E na terceira parte, somos apresentado ao ato doentio de vingança de Red. Primeiro indo ao encontro dos motociclistas que apenas saem a noite, usam armaduras e tem um visual que lembra os dos Cenobitas de Hellraiser e usam um tipo muito forte de LSD, que os deixam completamente insanos. Após acabar com os motoqueiros, Red usa a droga deles, vai atrás do culto e finaliza sua vingança em um banho de sangue.

O filme é sensacional do início ao fim.

As duas primeiras partes são um pouco arrastadas, demorando para as coisas acontecerem. O telespectador acostumado com a “correria” do filme de hoje pode muito bem se incomodar um pouco com isso, mas depois é presenteado pela terceira parte, que é uma viagem total.

O filme tem toda uma estética oitentista, desde as cores que são vibrantes, fortes, com bastante neon jogado na tela, ao roteiro que é bem lento, com algumas falas que parecem não fazer sentido algum e as atuações, que são bem escrachadas e ótimas, estilo anos oitenta mesmo.

Pera ai? Você disse que as atuações estão ótimas, tendo Nicolas Cage no filme?

Isso mesmo! Disse, repito e afirmo! O cara está sensacional. Uma das melhores atuações dele, relembrando o final dos anos oitenta ao começo dos anos dois mil, onde ele era um dos melhores atores de Hollywood.

O filme, justamente por ter toda essa pegada B e alucinante, deixa Cage fazer todo seu overacting ficar sensacional.

E para terminar, o filme é escrito e dirigido pelo estreante Panos Cosmatos.

Conhece? Claro que não, eu também não conhecia. Acontece que, por acaso, ele é filho de nada mais nada menos que George Cosmatos, diretor de Rambo II, Cobra (se você não paga, o Stallone Cobra hahaha, piada tiozão) e o ótimo faroeste chamado Tombstone.

Dá para ver que o diretor tem grande influência nos filmes dos anos oitenta e sabia muito bem o que estava fazendo por trás das câmeras, por isso o filme ficou impecável.

Seria essa uma nova chance para Cage voltar aos holofotes por suas boas atuações? E será que teremos um novo grande diretor por aí? Sinceramente, eu espero que sim!

Pois bem, amigos Necróticos, assistam, tirem suas conclusões. Espero que gostem desse filme tanto quanto eu gostei.

Por: Diego Scariot

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.